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domingo, 1 de setembro de 2013

Curitiba, Paraná

No último post, eu contei que estava em crise de ansiedade e que um dos motivos era que iria viajar sozinha pela primeira vez, de avião pela primeira vez e iria encontrar minha namorada. Isso também foi pela primeira vez.
Resultado? Deu tudo mais que certo!

Aeroporto de Congonhas, São Paulo

Meu pai, um ser iluminado e de bem com a vida, me deu carona para o aeroporto. Podemos não assumir, mas somos apenas garotinhas quando sentimos medo de algo e estamos dentro dos braços do papai. Ali, voltamos a infância e toda a segurança do mundo é encostar a cabeça naquele peito amigo.
Ele chorou, como se eu não fosse voltar no dia seguinte, mas no ano seguinte. É perfeitamente compreensível, sendo meu pai uma pessoa, assim, chorona.
Ele me pagou um café, um pão de queijo e demonstrou tolerância quando dei a entender que gosto de meninas e de meninos. Não tive coragem de contar do meu namoro, e acho que nem era mesmo o momento.

Aeroporto de São José dos Pinhais, Paraná

A viagem correu tranquila. A tripulação da GOL foi extremamente atenciosa e simpática. Trocaram meu embarque de portão uma vez, o que me fez andar léguas carregando as bolsas pesadas, mas pelo menos foi só uma troca. Meu assento era daqueles na saída de emergência e eu fiquei extremamente confortável. Eu tinha medo, por ser gordinha e bem alta, de ficar desconfortável na poltrona, mas isso foi totalmente superado com o valor de R$30,00.

No aeroporto, Alice já me esperava. Desde a porta do avião até o portão de desembarque, minha boca ficou seca, o coração acelerado, a respiração falhava. Mas não era a ansiedade como doença, era a ansiedade como expectativa. E nosso abraço, tão esperado, foi uma delícia. Que menina linda e cheirosa! Eu sei que pisei no pé dela, mas não tive voz pra pedir desculpas. Fui imediatamente tomada por uma vergonha que falava mais alto que minha vontade de dizer tantas coisas.

No ônibus para o centro, ela me deu um selinho. E nem deve saber quanta emoção eu estava sentindo, quantos pensamentos fervilharam minha cabeça com esse pequeno gesto, tão doce. E que lábios macios, foi uma surpresa tão agradável!

Curitiba, Paraná


Fazia um pouco de frio quando cheguei, mas ele foi indo embora conforme a tarde foi chegando. Não demorou muito, chegamos ao centro. Fizemos umas comprinhas e almoçamos. A essa altura, eu já sentia menos vergonha, mas ainda não conseguia tomar iniciativa para beijar minha namorada na boca, como se isso fizesse algum sentido.
Depois do almoço, fomos para a casa dela, um lugar onde me senti tão confortável que temo ter abusado da deliciosa hospitalidade. A ideia era voltarmos logo pro Centro pra passear mais, mas... eu preferi ficar em casa com ela. A companhia dela é ainda melhor do que eu esperava, e eu só queria poder ficar olhando e ouvindo e beijando essa pessoa maravilhosa que entrou na minha vida.
Preciso deixar registrado que, no bairro onde a Alice mora, os mano do gueto ligam os rádios dos carros bem altos e tocam... a música do Mario. Sério, manos nintendistas, acho que só tem em Curitiba!
Linda!



A noite, já estava marcado, fomos encontrar outros amigos nossos, que moram por lá: Anne, Dani, Naki, Ciel e Aninha. Esses dois últimos eu ainda não conhecia, mas já adotei pra minha turminha do Paraná. Fomos a um Café Colonial, e se você não é do Sul, você também não sabe o que é isso. Mas eu vou te contar: é o Paraíso.


Peguei uma comanda onde se lia "Livre". E nunca a Liberdade foi tão deliciosa...
Um buffet de sanduíches, tortas doces, tortas salgadas, bolos, pudins, quindins, brioches, croissants, pães doces, café e suco me aguardava. Tudo à vontade, quantas vezes você desejasse! Comi feito a pessoa obesa que sou, ou seja, muito. Que delícia!

Depois disso, até pensamos em ir assistir Pacific Rim, mas acredito que ia ficar muito tarde pra todos ou algo assim, porque em vez disso, fomos pro Shopping passear na Livraria Cultura (que é sempre um bom lugar, seja aqui ou no Paraná! ♥).
Demos muitas risadas, e provamos pra nós mesmos que não é preciso beber ou usar drogas pra curtir uma noite de sábado com os amigos. Ser nerd é muito legal e libertador, mas quase ninguém acredita nisso. Tudo bem, que seja só nosso esse direito!

Foi mesmo muito bom rever a Anne, ela foi a pessoa que me apresentou a Alice e, por isso, vou sempre ser grata a ela. Não é todo dia que uma amiga, por mais querida que seja, te dá o melhor presente de todos os tempos!

Na volta para casa, conversamos no ônibus sobre assuntos mais sérios, mas também demos muitas risadinhas e a expectativa crescia o tempo todo. Sim, porque, naquela noite, saía mais um episódio de Shingeki no Kiyojin, claro!
Foi maravilhoso assistir com a Alice ♥ Só é ruim que, longe dela, o anime continua legal e emocionante, mas não é mais a mesma coisa. Aliás, muita coisa não é mais a mesma sem a Alice por perto.
Eu estava tão feliz e tão empolgada, que a ansiedade resolveu dar olá e não me deixou dormir. Mas aproveitei a noite fria mesmo assim, bem como Styeven Tyler cantou "I don't wanna close my eyes, I don't wanna fall asleep, cause I'd miss you babe, and I don't wanna miss a thing!"

No domingo, nem acordamos tão tarde como a Alice planejou, mas acordamos bem felizes. Como eu iria embora no fim da tarde, ficamos em casa morgando. Assistimos um filme que simplesmente entrou para a minha lista de favoritos: RED.
A Alice escolheu mesmo a dedo, filme muito divertido e impossível, com aquele querido Bruce Willis!

Aeroporto de São José dos Pinhais, Paraná

Na ida para o aeroporto, ficamos um pouco apreensivas sobre eu perder o voo na espera por um ônibus, então tomamos um táxi. Deixa eu te dizer, esse taxista estava roxo. Sim, encontramos ele num bar, sem a menor vontade de trabalhar, mas ele fez o FAVOR (um favor que custou R$40) de nos levar ao aeroporto!
Lá, o meu amor me deu um abraço forte e disse umas palavras lindas ao meu ouvido. Enquanto eu tentava não chorar, peguei forças numa frase dela 
"Esse não é o fim, é só o começo.
Foi lindo, ela nem deve saber o quanto essa imagem se repente em minhas lembranças.

Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo

Meu voo atrasou em 1h mas felizmente deu tempo de avisar a todos que houve atraso. Meu portão de embarque nunca aparecia naquela telinha, mas a sorte é que o aeroporto de São José dos Pinhais é pequeno!
O voo foi uma delícia. A TAM também proporcionou uma viagem agradável e ainda me deram comidinhas! O que foi bom porque, uma vez passada a tristeza da despedida iminente, senti fome! Voar a noite é bom pra poder ver as milhares de luzes lá embaixo. De verdade, é uma coisa linda demais!
Queria ter escrito antes sobre a viagem, com detalhes mais frescos, mas pelo menos deixo registrado aqui. A primeira de muitas!

Obrigada Alice, por me receber, por ser adorável, cheirosa e ter essa pele incrível que me encantou por demais. Obrigada por me apresentar essa cidade linda (e realmente é limpa!) e gostosa! Obrigada por ter entrado na minha vida de uma vez por todas. ♥
chu ♥




quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Lata de Lixo

Boa noite. Quase que o desafio acaba no primeiro dia, com tantas coisas que eu me meto a fazer. Mas me sentí na obrigação de vir aqui, hoje, desmitificar uma coisa: A lata de lixo.



Eu sei que muitos de vocês acreditam que elas não existam, além daquela que fica ao lado do vaso, no banheiro. Mas elas existem, sim, meus amigos. Estão espalhadas pelo mundo, muitas delas solitárias, aguardando um mísero papel de bala, um canhotinho, a notinha, o bilhete, um chiclete mascado, o folheto de propaganda... qualquer coisa!

Talvez vocês tenham sido condicionados a acreditar que elas são extintas, e nem dêem a oportunidade de encontrar uma delas antes de despedir-se do seu lixo. Talvez tenham lhes dito que não fazia mal jogar o lixo na rua, porque deve existir alguém pra varrer. E mais, é só um papelzinho...

Só que o lixo é seu, amigão. O lixo é sua propriedade. Não acredito que você vá dispensá-lo com tamanho descaso, deixando que ilustre o chão da sua cidade com suas particularidades. Por favor, tenha mais cuidado com suas coisas. Se vai mesmo desfazer-se de seu precioso tufinho de papeis amassados, que ficaram no seu bolso durante toda a semana, então ao menos dê-lhe a dignidade de ser jogado onde ninguém possa ver. Alí, dentro daquela lata.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ataque de abelhas

No dia 25 de dezembro de 2009, minha rua enfrentou um problema muito sério: ataque de abelhas. Um cachorro foi morto, e muitas pessoas levaram picadas.

Infelizmente, o cachorro teve de morrer para as pessoas resolverem agir, reclamar e solicitar uma atitude junto á prefeitura (inluindo eu mesma).

Solicitei uma visita da Zoonose, mas eles declaram que estão sem veículos para atender a demanda de reclamações na cidade. (!)

Esse é um problema.

Acontece que as abelhas se juntaram nesse terreno que fica em frente á minha casa por conta do número de materiais que residem ali, como madeiras, ferros, móveis velhos: moradias de animais peçonhentos e perigosos. Mandei um e-mail á sub-prefeitura do Butantã nesse instante, e vou colá-lo aqui, e espero colar também uma resposta deles.

Bom dia, meu nome é Joyce Costa, resido no Jd. Ivana e gostaria de fazer uma denúncia.
Em frente á minha casa, existe um terreno muito grande, hoje ocupado por carros, ferros velhos, madeiras entre outros materiais.

Todo esse lixo traz, obviamente, muitos problemas á todas as pessoas que residem em minha rua, e recentemente, estamos enfrentando um problema muito sério com abelhas.

No dia 25 de dezembro de 2009, um cachorro, que vivia acorrentado a uma viga velha de ferro, nesse terreno, foi morto por um ataque de abelhas. Muitas pessoas passeavam nesse dia, e foram atacadas pelas abelhas, incluindo minha tia-avó e meu tio, além de crianças e senhores de idade.

Os bombeiros vieram para aplacar a situação, mas apenas contiveram temporariamente a fúria das abelhas. Elas continuam lá.

Junto á Zoonose, solicitei a visita deles, para solução desse problema, sob o protocolo 9669153 da prefeitura. Por falta de veículos, eles pedem um prazo de 20 dias.

Ainda que a Zoonose resolva o problema das abelhas, todo o lixo e materiais ainda estarão indevidamente depositados nesse terreno, o que não deveria acontecer, pois toda a área ao redor desse terreno é residencial.

Estou solicitando que a prefeitura ajude a mim e a todas as pessoas da minha rua, retirando esse lixo e esses materiais e, quem sabe, dando alguma utilidade a esse terreno, para não enfrentarmos problemas como esse das abelhas, e muitos outros animais perigosos que provavelmente residem ali (como o mosquito da dengue, ratos, escorpíões etc.)

Grata



quinta-feira, 17 de junho de 2010

Carta de Apresentação


Eu tenho convivido com o temível universo dos currículos. É um Universo bastante limitado, composto por ofertas de emprego às quais você não satisfaz por completo, curriculos que são, provavelmente, deixados no limbo absoluto, em meio ao nada eterno das lixeiras. Além de sites que enviam ao seu e-mail vagas que te fazem lacrimejar de emoção, mas para as quais é preciso pelo menos setenta e cinco anos de experiência.

Nada disso me desanima, nem mesmo quando, por um milagre de alinhamento dos planetas, me chamam para uma entrevista, que é puro tiro n'água. Sério, eu sigo firme, continuo lendo os e-mails, olhando as vagas, enviando meu curriculo para empresas respeitáveis onde qualquer paulistano decente adoraria trabalhar.

Mas quando eu vejo que a vaga exige "Carta de Apresentação"... Ah, isso me deixa aflita. Vejam bem, eu adoro escrever. (Por que outro motivo teria um blog?) Minha grande ambição, dentro da Publicidade, é ser redatora. E eu não escrevo mal, modéstia a parte. Sendo assim, você me pergunta: qual o problema de escrever uma simples Carta de Apresentação?

Eu já mandei diversas cartinhas cadastros afora, claro. E eu procurei dicas na internet. Pra mim, em especial, é muito difícil, porque eu nunca trabalhei. Geralmente, dizem que você tem na Carta de Apresentação a oportunidade de descrever com detalhes as suas funções específicas, de outros empregos. Pode falar sobre seus projetos, suas realizações... Parece mesmo uma ótima oportunidade.
Mas não pra quem está no início da estrada.

Eu procuro caprichar, escrever um texto coerente, consiso, resumidamente prático e objetivo. Faço direitinho, mas eu sinto que, se tivesse mesmo projetos e atividades pra descrever ali, minha Carta seria toneladas de vezes mais interessante.
Não tem como fugir, quando pedem a bendita, você precisa mandar. E eu certamente envio. Mas com aquele friozinho na barriga, né? Do tipo "Será que essa Carta vai mais me ajudar ou... atrapalhar?"

Olha como eu gostaria de escrever minha Carta de Apresentação (mas jamais poderei enviar de verdade):

Joyce Costa, pode me chamar de Joy. Tenho vinte e quatro anos e moro em São Paulo, plena Capital. Estou procurando um emprego, mas não um emprego qualquer: o primeiro emprego! Ah, que lindo será o dia em que eu começar a trabalhar. Eu sou uma pessoa especialmente responsável e organizada. Mal vejo a hora de ter onde aplicar essas minhas virtudes, e ainda receber um salário por isso!

Sou formada em Publicidade e Propaganda, e gostaria de seguir na carreira como Redatora. Mas se me perguntar, eu estou disposta a seguir outras carreiras, também. Não precisamos mais de diploma para ser Jornalista, o que é uma pena, mas eu aproveitaria isso para escrever crônicas.

No meu dia-a-dia, gosto muito de nagevar na internet, e mantenho perfil nas principais redes sociais. Só não as levo muito a sério quando se trata da minha vida, mas vejo a importância de todas elas no nosso cotidiano. Twitter, Facebook, Orkut, Formspring, Flickr, YouTube, Orkut... você me encontrará em todos eles!

Eu não me encaixo nos Padrões de Beleza do nosso século, da nossa década, mas eu seria linda sob a visão de Leonardo DaVinci, pode acreditar. 

Não bebo, não fumo, não uso drogas. Mas eu juro que sou divertida, pode perguntar pros meus amigos.

Minhas principais qualidades? Estão entrelaçadas com os defeitos. Por exemplo, eu sou muito ansiosa. Isso é um problema emocional, mas em contrapartida, me faz ser muito organizada e sempre antecipar medidas, fazer planos e tomar atitudes premeditadas que me deixem um passo a frente.

Não tenho experiência, o que significa que estou a aberta a todas as boas experiências que surgirem. Se você me contratar, vai me ver crescer como funcionária e como pessoa. Ganha uma empregada, e ainda por cima um estudo científico.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Me deixa!

Quero ser criativa, inventiva. 
Quero me envolver, me exceder nas horas de trabalho. 
Quero correr contra o tempo, esmurrar o cansaço. 
Quero acordar cedo, com olheiras gigantescas. 
Quero reclamar do trânsito, do café. 
Quero ver o dia amanhecer, e só me despedir do céu quando as estrelas aparecerem junto ás luzes de neon. 
Quero me expandir, ilimitar, ordenar e obedecer. 
Quero você, quero eles, quero a mim! 
Quero ser publicitária, vendedora, marketeira, RP, SP de São Paulo!
Vai, me deixa ser! Me contrata. Me paga um salário.

domingo, 22 de novembro de 2009

...ou em 2012 eu vou...



Medidas que serão tomadas para garantir minha sobrevivência em 2012



  • Casar com John Cusack
  • Ir pra África
  • Aprender a pilotar pelo menos quatro tipos de aeronaves
  • Aprender a nadar
  • Aprender a pilotar carros sob ALTA pressão (se bem que o John pode fazer isso)
  • Ouvir os lunáticos
  • Arrumar 1 milhão de Euros
  • Ensinar a Rajadinha a agir com calma nas horas mais difíceis, andando sobre canos ou nadando em tanques quase completamente cheios de água (acho que ela já sabe tudo isso)
  • CURAR a labirintite
  • Aprender com o Rodoanel
  • Aprender com Congonhas
  • Aprender com o SP Market
  • Aprender com obras dos metrôs de São Paulo
  • Voltar a beber
  • Visitar a Capela Cistina
  • Conhecer o Cristo Redentor, no extinto- DIGO na cidade do Rio de Janeiro

domingo, 18 de outubro de 2009

[insira aqui um momento de reflexão]

Cara, preciso muito fazer passeios turísticos aqui em São Paulo! Não sei se acontece com vocês, mas como agente mora aqui mesmo, acaba se acomodando e deixando de visitar lugares tão legais! Afinal, os tais lugares não vão levantar vôo da noite pro dia!
Eu sou uma vergonha de paulistana. Lugares absurdos que eu não conheço: (o absurdo sobre eles é justamente eu não conhecê-los)
MASP
Pinacoteca
Estação da Sé
Mercadão (só conheço o da Lapa)











Só alguns exemplos. Passando tantas milhões de vezes pela Paulista, nunca parei pra entrar no MASP, bixo!

Hoje eu fui com a minha mãe ver Vestidos de Noiva. Marcamos hora na loja Nova Noiva. Quando chegamos, tivemos a sorte de ser atendidas por uma mulher que... se não estava sob suspeito efeito de drogas, com certeza está sofrendo de estafa mental. Reparem no diálogo: (adoro diálogos)

Vendedora: As duas vão se casar? (animação exagerada)

Mãe: Não, eu que vou! (toda meiga) Essa aqui é minha filha!

Joy: Vim só acompanhar. (simpática)

Vendedora: Ah, que filhona, hein? (duvidando)

Mãe: É... (orgulhosa)

Vendedora: Minha filha também se casa em janeiro! (já andando em direção ás escadas)

Como assim 'Minha filha também se casa em janeiro'? 1- quem vai se casar é minha mãe, 2- ela se casa em Maio
Sendo assim... Também o quê, colega?
Por quê é tão difícil parar pra ouvir o que as outras pessoas dizem? No caso, era interessante pra mulher saber pra quem ela iria vender o vestido, né? Acho que ela está gastando tanto com o casamento da filha que não consegue tirar ele da cabeça, coitada.



Mas olha, sair com minha mãe geralmente dá nessas. Pessoas estranhas nos fazendo de bobos, ou ao menos tentando. Da outra vez que fomos procurar vestidos, agente não sabia bem como chegar ao local. Então meu padrasto (ele só serve de motorista quando vamos ver vestidos) ia parando e perguntando. Juro, ele conseguiu a proeza de só perguntar pra quem não sabia!

Primeiro, ele para perto de um orelhão. Deixa eu te dizer, quem está a fim de usar o telefone, ainda mais telefone público, não quer perder tempo dando informação. O cara respondeu curto e grosso: Não sei.
O segundo estava caminhando elegantemente numa calçada. Minha mãe abaixou o vidro do carro, e ele já ficou desconfiado. E também respondeu que não sabia. Curto e fino (não foi grosso, sério).
O terceiro estava sentado em frente á uma loja de bolsas [falsificadas]. E aqui vou usar uma expressão paulista muito preconceituosa: era um baianinho.
- Por favor, como faço pra chegar á Rua São Caetano?
- São Caetano?
[insira aqui um momento de reflexão]
- Olha, não sei te falar não! Mas eu vou alí chamar o menino, ele deve saber!
[insira aqui uns 15 minutos, com o motor ligado á toa, numa esquina estranha]
O "menino" vem, com um copo de cerveja na mão, encosta no carro como se fosse o dono e diz:
- São Caetano? Olha... agora eu não sei te dizer não!

Agora eu não sei? Meu padrasto agradeceu (!) e arrancou com o carro. Mas eu queria ficar pra saber o que viria a seguir. Sim, porque ele disse 'agora eu não sei'. Talvez ele quisesse dizer 'Agora eu não sei, mas senta aqui com agente, vamos tomar uma cerveja, e aí eu posso até vir a saber onde é.'







O último para quem perguntamos era um vendedor de doces, desses que montam uma barraca no ponto de ônibus. Um senhor bem humilde, com uma terrível falta de dentes.
- São Caetano?
[insira aqui um momento de reflexão]
Eu já tinha visto aquela cena. Tentei alertar meu padrasto:
- Vam'bora, Macoy, ele não sabe.


Mas meu padrasto já tinha perguntado, no mínimo ia ter que ouvir a explicação. (No meu mundo é diferente. No meu mundo, quando alguém repete o nome da rua, depois de você perguntar onde é, é porque não sabe. E eu já posso seguir andando.)
O cara embromou agente, explicou uns caminhos impossíveis, mandou deixar o carro se seguir andando! Claro que agente ia fazer isso.




 

 Por fim, achamos a loja por acaso, passando em frente á ela, a caminho de um retorno.
Ou muito me engano, ou meu post tá bem comprido, deixo pra próxima uma figura agradável nesse dia perdido: O segurança do Shopping Light!